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SÁBIO CAZUZA:
Eu quero a sorte de um amor tranquilo....
Escrito por daniloira às 09h58
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Escrito por daniloira às 19h09
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CAIU DE CARA
Colocou as mãos na testa, fechando os olhos. Apertou bem forte. Queria dar um soco na parede, chutar alguma coisa ou atacar alguma coisa longe que nem ela via nos filmes, mas sua personalidade não era dessas. Quando alguém a machuva muito assim, ela era mais de chorar, chorar, chorar ao invés de sair louca por aí. Ai que merda, não queria acreditar em tudo o que estava acontecendo. Nunca tinha passado por isso. A cabeça, porra, não para de pensar, e pirar, ai, só queria um Rivotril, ou uma garrafa de vodka, ou os dois junto. Como assim? Não conseguia acreditar que tudo o que era tão bom, especial e único tinha se tornado uma grande decepção, o que era divino tinha se tornado humano, e pior, medíocre. Sabia que o corte era fundo e que ficaria ali pra sempre, no matter what. Porra, se decepcionar assim é como ir a nocaute. POWWW! Estava no chão do ringue. Levantou, sem ajuda pegou na mão da adversário e fizeram um pacto: VERDADE.
Escrito por daniloira às 18h38
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LIXO E PURPURINA
"...Então eu quero que vc venha para deitar comigo no meu quarto novo, para ver minha paisagem além da janela, que agora é outra, quero inaugurar meu novo estar-dentro-de-mim ao teu lado, aqui, sob este teto curvo e quebrado, entre essas paredes cobertas de guirlandas e de rosas desbotadas. Vem para que eu possa acender incenso do Nepal, velas da Suécia na beirada da janela, fechar charos de haxixe marroquino, abrir armários, mostrar fotografias, contar dos meus muitos ou poucos passados, futuros possiveis ou presentes impossiveis, dos meus muitos ou nenhuns eus. Vem para que eu possa recuperar sorrisos, pintar teu olho escuro com kol, salpicar tua cara com purpurina dourada, rezar, gritar, cantar, fazer qualquer coisa, desde que vc venha, para que meu coração não permaneça esse poço frio sem lua refletida. Porque nada mais sou, além de chamar vc agora, porque tenho medo e estou sozinho, porque não tenho medo e não estou sozinho, porque não, porque sim, vem e me leva outra vez para aquele pais distante onde as coisas eram tão reais e um pouco assustadoras dentro da sua ameaça constante, mas onde existe um verde imaginado, encantado, perdido. Vem, então, e me leva de volta para o lado de lá do oceano de onde viemos os dois...."
Caio F. de Abreu
Escrito por daniloira às 17h50
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... Sobretudo, pensou ainda, compreende a vida porque não é suficientemente inteligente para não compreendê-la ...
Perto do Coração Selvagem - Lispector
Escrito por daniloira às 11h40
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